Station to Station
... De estação à estação, de Dusserdolf à Berlin, para encontrar ...
Domingo, Fevereiro 27, 2005
  O Britpop:

O ápice da cultura popular britânica do século XX.

Movimento desenvolvido na Inglaterra no final dos anos oitenta e início dos noventa, teve como via de proliferação, e por que não dizer de consolidação na vida dos jovens, o cenário musical marcando profundamente toda cena cultural da ilha, com profunda influência na moda, assim como na política, um verdadeiro divisor de águas entre o fim da era Margareth Thatcher e a ascensão de Tony Blair. Este movimento vai servir de representação da postura dos jovens britânicos diante do final do século XX e do novo mundo que virá. Não se limitando apenas ao Reino Unido, sendo exportado por todo o planeta, influenciando o modo de fazer música, o comportamento e o vestuário de milhares de jovens pelo mundo a fora. Demonstrando assim, o poder da música dentro da vida das pessoas e sua relação direta com a moda, o casamento perfeito, onde os adolescentes vão definir suas personalidades e seus grupos de convivência.

É importante para uma compreensão melhor deste fato uma volta ao passado, aos anos sessenta, precisamente, aos que alguns chamam de o verdadeiro início do Britpop, com as bandas The Beatles e Rolling Stones, este dois pilares vão servir como ponto de partida para o que será feito nos anos noventa. Tanto na postura de Popstars, quanto à genialidade de suas músicas, a identificação e as mensagens passadas ao público jovem, os ícones supremos da música e moda, que podemos dividir entre essas duas bandas atitudes diferentes, tais como a do politicamente correto e expansão da consciência cósmica, o psicodelismo (que tinha nos Beatles a imagem dos bons meninos) ou a loucura por diversão desfreada, baseada nos motoqueiros briguentos que rodavam toda a América (os Rolling Stones e seus inúmeros incidentes, porres e brigas ocorridos em seus shows). Passando rapidamente de visual Mood para algo mais pessoal e mais adequado à rebeldia que pretendiam personificar, tanto os Beatles quanto os Stones, abandonaram seus terninhos bem cortados e de cor sóbria para adotar um visual mais colorido e despojado, mergulhando profundamente na onda Psicodélica que começava a tomar vulto naquela época, as mulheres adotaram modelos mais ousados passando para vestidos curtos de motivos espaciais (uma fixação inglesa é a ficção científica), conjuntos de saia e casaco levemente inspirados em Chanel, botas sintéticas e coloridas, tudo isso foi logo absorvido pela juventude que antes fora tão reprimida e sofrida (acabavam de sair da 2ª Guerra), estavam ávidos por novidades e identificação que os fizessem esquecer da difícil vida que tinham, numa Inglaterra devastada pela guerra.

Com a chegada dos anos 90, após muito tempo vivendo no regime sisudo e de estrema direita de Margarett Thatcher, a Inglaterra sentia a necessidade de renovação tanto no seu universo político quanto musical, que já demonstrava cansaço e repetição. Surge então, um novo e renovado Britpop, que traz consigo um conceito diferente de fazer música, com influências nos anos sessenta, tentando ganhar a atenção e simpatia dos adolescentes, vorazes consumidores de tendências e novidades. O movimento vai surgir com a idéia de ter-se orgulho de ser Britânico e de promover a sua cultura, abarca grupos bastante distintos, como o polêmico Oasis, dos irmãos Gallagher, o Blur, com seu pop experimental, de Dalman Albarn, o cultuado Radiohead, de Tom York, o “ponposo” Pulp, de Jarvis Cocker, o hedonista Suede, de Brett Anderson...
A nova música da Grã-Bretanha começa com muita força entre os jovens, inclusive nas decisões políticas. O envolvimento nas eleições, dos lideres do Oasis e do Blur foi decisivo para eleger o trabalhista Tony Blair ao cargo de primeiro-ministro, sendo veiculado na mídia inglesa abertamente o tal apoio. O próprio Blair convidou o músico Noel Gallagher para uns drinques em sua residência oficial, após a vitória.
“The prime minister shares a joke with the Oasis songwriter at an official reception held at No 10 in July 1997, with the Manchester band at their Britpop peak.”

“(…) One of Britpop's inventors and notional leaders, Blur lead singer Damon Albarn, had, it seemed to me, gone out of his way, to praise Tony and signal his support for the Labour party. When asked he had explicitly said he would "definitely" be voting Labour at the next election.”

(Notícias veículadas no jornal ingles: The Guardian)

O visual vai ser marcado por roupas comuns encontradas nos adolescentes nas ruas e universidades de Londres.
Em uma declaração Allan MacGee (dono da gravadora Creation, que descobriu o Oásis) disse que o que mais lhe chamou a atenção, no primeiro contato com a banda foi à aparência: “Liam (Gallager) parecia uma mistura do Jovem John Lennon*com Paul Weller**, no cabelo, nas roupas e na atitude”.

Aqui começa uma guerra.
De um lado as bandas com o visual dos bairros da classe operária (fileira encabeçada pelo Oasis), com seus cabelos à moda dos Beatles no início de carreira, calças jeans, tênis surrados e jaquetas de malha, de outro lado os universitários (representados pelo Blur) com seu visual mais “clean”, cabelos curtos, camisas de manga longa dobradas, calças escuras, tênis adidas, pulseiras emborrachadas ou de couro.

Além de fazerem um som diferente entre si, essas bandas compõe um grande conjunto da moda jovem britânica na década de noventa.
As mulheres também têm sua vez com suas bandas (Elástica, Lush, Belly, etc). Porém o visual feminino inglês é calcado na moda masculina: calças de corte reto, tênis colorido, camisas de mangas longas com os botões abertos até o colo.
Claro que nada comparado à combinação dos vestidinhos para “grávida” com coturno que as contemporâneas americanas usavam. Mas mesmo assim vemos que a moda feminina inglesa carecia de inventividade.
Isso provocou um certo tipo de androginia na época. Exemplo do fato ocorreu quando Justine Firshman (vocalista do Elástica) encontrou Brett Anderson em um pub pela primeira vez. Ao ver o vocalista do Suede ela exclamou: “Quem será essa menina?”
A despeito da já bem veiculada androginia física do vocalista vemos que o vestuário feminino/masculino da época era praticamente o mesmo.

Mesmo com a declaração dada à imprensa em 1999, em que Damon Albarn (Blur) diz: “quando fizemos o álbum Modern Life is Rubbish (1992) não foi de jeito algum uma celebração de sermos ingleses, foi uma visão muito cínica e crítica sobre a cultura britânica naquela época”, já era tarde. O espírito do Britpop já tinha sido incorporado à moda. Esse comentário contraria até mesmo a letra de “End of a century”, do Álbum Parklife de 1994, considerado como uma obra-prima do britpop, ganhando neste ano, quatro British Awards, com reconhecimento tanto de crítica como de público.
Na musica encontramos os seguintes versos:

“Nós todos dizemos
Não queremos ficar sozinhos
Nós vestimos as mesmas roupas
Apenas para sentirmos o mesmo”

Análise de letras:

Oásis - atestam a origem proletária e a necessidade de auto- afirmação da banda:

- Rock’n’roll star -

Eu vivo minha vida pelas estrelas que brilham
As pessoas dizem que é perda de tempo
E quando eles dizem que eu deveria alimentar minha mente
Isso para mim é apenas um dia na cama
Vou pegar meu carro e dirigir para longe
Para onde ninguém se importa com nosso jeito de ser
Pois em minha mente meus sonhos são reais
Você está preocupado com como me sinto?

Esta noite eu sou uma estrela do rock

- Cigarretes and Alcohol -

É minha imaginação
Ou finalmente encontrei um estilo de vida digno para mim?
Estava procurando por alguma ação
Mas tudo que achei foi cigarros e álcool

Você poderia esperar a vida toda
Para viver seus dias na luz do sol
Você pôde construir uma boa coisa
Porque quando vir á tona...

Você vai fazer isso acontecer!

É merecedor a irritação
Para você achar um trabalho quando
não há nenhum trabalho digno?
É uma louca situação
Mas tudo que eu preciso são cigarros e álcool!

Pulp – letras irônicas, refletindo sentimentos juvenis.


Common People


She came from Greece she had a thirst for knowledge
she studied sculpture at St Martin's college
that's where I
caught her eye
She told me that her Dad was loaded
I said "In that case I'll have rum and coca-cola."
she said "Fine,"

I took her to a supermarket
I don't know why, but I had to start it somewhere
so it started there
I said "Pretend you've got no money."
but she just laughed and said "Oh you're so funny."
I said "Yeah?
Well I can't see anyone else smiling in here
Are you sure you want to live like common people
you want to see whatever common people see
you want to sleep with common people
you want to sleep with common people like me?"
But she didn't understand
she just smiled and held my hand

Rent a flat above a shop
cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
pretend you never went to school
But still you'll never get it right
`cos when you're laid in bed at night
watching roaches climb the wall
if you called your Dad he could stop it all


Suede – retrato da juventude londrina, com letras de teor por vezes erótico e ou melancólico.


Starcrazy

She’s star, starcrazy, electric-shock-bog-brush-hair,
Flat on her back in the 80’s, in the 90’s going nowhere,
Star, starcrazy, got a kicking transistor inside,
A heavy metal stutter that brains me,
and an electric love in her eyes,

Oh, she don’t want education,
She got nothing to say,
She got no imagination (so they say)
Why does she feel this way?

Cos she’s star, starcrazy, getting stupid on the streets tonight,
and shaking like a mechanical thing
with an electric love in her eyes.
Domingo, Janeiro 23, 2005
 

Arcade Fire – Funeral (2004)

Win Butler – vocal, guitarra, baixo, sintetizador
Regine Chassagne – vocal, sintetizador, percussão, acordeão, xilofone
Will Butler – sintetizador, baixo, percussão, xilofone
Richard Perry – baixo, guitarra, orgão, percussão, piano, xilofone, sintetizador
Tim Kingsbury - violão, baixo

Desde 2001, com o advento dos Strokes e dos White Stripes, o negócio da música pop é o barulho, a melodia direta, as letras simples, beirando o óbvio.Argumentava-se que o rock tinh perdido a sua veia juvenil e contestadora e que era preciso fazer uma “volta as raízes”.O resultado? Bandas que servem, no máximo, como trilha sonora para adolescentes bêbados em festas numa sexta ou sábado à noite ou divertimento temporário para jornalistas que estão mais preocupados em acompanhar os lançamentos ditados por semanários estrangeiros ou sites descolados do que com a qualidade daquilo que ouvem e recomendam para os seus leitores (que em alguns casos são inúmeros).
Ora, rock é rock mesmo, certo? Então diga isso para gente como Mick Jagger, Morrissey, Thom Yorke, Beck.Pessoas que tiveram suas vidas mudadas por esse estranho e mágico universo da música pop, e que conseqüentemente mudaram a vida de milhões de pessoas mundo afora com sua música.Felizmente, ainda existem bandas capazes de fazer valer a pena gastar dinheiro economizado com sacrifício, ainda que o preço do disco importado no Brasil seja desrespeitoso de tão alto.Mas não importa, o Árcade Fire vale o sacrifício.”Árcade o que?”.

Formado em Montreal, Canadá, em 2003 pelos irmãos Win e William Butler, mais a esposa de Win, Régine Chassagne, que a conheceu enquanto ela cantava standards do jazz numa exibição na universidade de Concórdia.Completam o time os músicos Richard Parry e Tim Kingsbury.No mesmo ano lançaram um EP auto-intitulado pelo selo local Merge.Shows e propaganda boca a boca ajudaram a criar um prestígio para a banda, aumentando a expectativa quanto ao lançamento de um álbum.Ano passado finalmente chegou as lojas Funeral, disco de estréia do quinteto canadense, que durante a gravação do álbum e na subseqüente turnê de divulgação se fez acompanhar por vários músicos de orquestra tocando uma infinidade de instrumentos como viola, acordeão, xilofone e instrumentos de sopro.Diversidade essa que se faz presente também nas composições da banda.

Difícil, alias, definir o som do grupo.Difícil e desnecessário.Diria apenas que Funeral está para o ano de 2004 como a estréia do BRMC está para 2001, como o Hate do Delgados está para 2002 e como The Decline of British Sea Power do British Sea Power está para 2003.Um trabalho que, sem medo de soar patético ou exagerado, pode ser identificado por 3 adjetivos: transcendente, arrebatador e profundo.O título faz uma referência ao fato de que 3 integrantes da banda tiveram parentes falecidos no decorrer da gravação do disco.Longe de ser um álbum mórbido ou gótico, Funeral é música pop sofisticada o suficiente para de distanciar de 99% do que é feito atualmente, mas ainda sim consegue ser profundamente tocante.Quatro músicas falam sobre a convivência com o próximo (não a toa elas se chama “Neighborhood”), aquela convivência que diz muito sobre si mesmo.”Neighborhood #1 (Tunnels) abre disco contando a história de um casal que se encontra cavando um túnel para se encontrarem no centro da cidade e planejar uma vida juntos.Piano, sintetizador e guitarra constroem a moldura perfeita para a letra e a música vai ganhando ares épicos até desemborcar num ritmo disco em seu desfecho.”Neighborhood #2 (Laika)” começa muito semelhante ao clássico post-punk independence day dos britânicos do Comsat Angels, até ser invadida por um melodioso acordeão e depois de transformar num dos rocks mais ortodoxos mas sempre com as linhas melódicas do acordeão bem definidas.”Une Anée Sans Lumiere” (que além do título tem também um verso em francês) continua o disco num caminho mais tranqüilo, levadas de violão e um discreto sintetizador até se agitar no último minuto com pandeiro e guitarras acompanhadas de uma forte linha de baixo.Uma guitarra percurssiva e uma levada hipnótica introduzem “Neighborhood #3 (Power Out) que segue assim sem muitas alterações na dinâmica ou no andamento (coisa rara no disco).Mesmo essa canção aparentemente simples traz momentos sublimes, cortesia do belo arranjo de cordas.A letra é uma das mais confusas do disco, cita Jesus Cristo e fala de vizinhos gritando “Nos Encontramos a Luz”.Neighborhood #4 (Kettle)” segue uma estrutura dialmetramente oposta a da “vizinhança nº 3”:lenta, quase se arrastando, violão e cordas conduzem a musica de maneira suave, com a percussão, sem muitas alterações no seu decorrer.Interessante notar que os temas sobre vizinhança parecem ser um prelúdio de coisas hão de acontecer aos “protagonistas” da história (disco conceitual?).Continuando a história, perdão o disco, temos agora uma...valsa! isso mesmo, e uma belíssima.”Crow of Love” fala sobre um amor perdido que tenta ser recuperado.Não fica claro se esse amor é o de uma mulher ou se é o amor de Deus (“o seu nome é a única palavra / a única palavra que eu posso dizer”).Do nada, a música explode numa levada dance, meio disco-house, com direito ao acompanhamento de cordas que é a cara dos singles do Barry White(!).Depois da confusão, vem a confissão.”Wake Up” seja talvez o momento libertador do disco,onde sentimentos conflitantes (e talvez por isso mesmo complementares) se misturam: medo, confiança, culpa, redenção.Nessa faixa é interessante notar que o tema lírico é muito semelhante à escola literária do Barroco, e o arranjo se casa magistralmente com a letra, especialmente com o canto uníssono de todos os 15(!) músicos que participaram das sessões de gravação do disco, tudo isso conduzido por um vocal simples mas acolhedor, com linhas de guitarra distorcidas que se casam como uma luva nos arranjos de cordas e teclado.Súbito,o teclado assume um tom mais “animadinho” e a música converge numa grande celebração pop, um dos momentos mais lindos que eu pude escutar no anos de 2004. Regine Chassagne presta uma tocante homenagem ao país natal de seus Pais em “Haiti”, conduzida por um exóticos arranjos vocais e de cordas e cantada pela própria Chassagne com direito a alguns versos em francês, lembrando uma bjork song menos eletrônica e mais orgânica.”Rebelion (Lies)” é o momento mais acessível do disco e não soaria estranha num disco do Interpol ou do British Sea Power.A melodia parece um amálgama de Echo and The Bunnymen com o Roxy Music fase Country Life e a letra é um primor, com direito ao verso “As pessoas dizem que os seu sonhos / são as únicas coisa que te salvam / mas lá garota, em nossos sonhos / podemos viver nosso mal comportamento”.Para o final, uma pérola: Regine Chassagne e seu vocal bjorkiano nos brindam com “In The Backseat”, canção de contornos suaves e letra entre a melancolia e a esperança, começa acústica, acompanhada por um discreto quarteto de cordas até explodir em guitarras, se arrastando lentamente numa sofrida e bela melodia com violinos, violas, celos em conjunção com baixo, guitarra e bateria, até acabar só com os violinos.Tocante.

Talvez, nesses tempos caóticos e contraditórios, o melhor a fazer seja esquecer os problemas e compromissos, dançar e beber e comer até não poder mais, enfim, de divertir enquanto puder.O rock vem sendo trilha para diversão adolescente há mais de 5 décadas e assim vai continuar.Mas não só isso.Ao chegar em casa, cansado, com fome e louco para se deitar, procure na pilha de cds uma cópia, ainda que pirata, de Funeral.Vai ser uma experiência inesquecível.
Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
  Earlimart - Treble & Tremble:



Aaron Espinoza: singer/guitarist
Ariana Murray: backup vocals, bass
Davey Latter: drums, keys
Solon Bixler: guitar

“...fique por trás de um pedal de distorção e grite um pouco... mas quando você começa tocando piano, isso fode todo o resto...” (Aaron Espinoza)

Bem explicito o líder do Earlimart quando descreve a transição pela qual passou sua banda. Já vimos isso acontecer antes e em vários lugares, de Delgados a Grandaddy. Detalhe: Aaron produziu e gravou esse álbum com Jim Fairchild do Grandaddy. O estúdio de gravação que eles utilizaram, Ship Studio, é coletivo de varias bandas e já teve sessões com Folk Implosion, Breeders, Elliott Smith...

O resultado é um dos álbuns de folk-lowfi-alternativo mais lindos de 2004. Capaz de levar as lágrimas em alguns trechos, coisa pra quem é afeito ao gênero, claro.
O vocal de Espinoza é calmo, envolve, tem aquele jeito de sussurro no ouvido.
Na primeira audição o sujeito se agrada, pensando que vem mais do mesmo. Na segunda em diante o efeito é viciante. Tente ouvir “Unintentional Tape Manipulations” no discman num volume razoável que você vai ficar louco para baixar o zunido em seus ouvidos, mas simplesmente não vai conseguir. Na verdade vai achar que a solução é aumentar o volume. Não vai funcionar, mas você não vai abaixar o volume mesmo assim.
De repente algo meio power pop aparece e pra quem já está ficando enjoado do gênero é um balde de água fria. Mas não desanime, não com o Earlimart. O que eles fazem parecido com isso, “Heaven adore You”, é de uma qualidade de fazer muita bandinha do gênero corar de vergonha.
E falando de uma musica, especificamente: o que é essa “Sounds”, alguém me diga? Isso não se faz. Aliás, se faz sim, mas rapaz... vai ter talento assim pra a coisa na PQP! É como se uma banda juntasse numa musica só a urgência das primeiras bandas pós-punks com um refrão tirado de alguma coisa do My Bloody Valentine. E não é por que a musica tem apenas 2:42min que ela não vai ter até mudanças de andamento!
Mas para não se assustar é melhor começar por “The Hidden Track”. Para não se assustar e para se apaixonar logo de cara, lógico.

Mais uma ótima banda da Califórnia. Não são de Modesto, mas estou começando a achar San Diego um bom lugar também.

Daniele Araújo



Ps.: O próprio Aaron escreve no site oficial, como se fosse um blog, fofo, fofo, fofo!


www.earlimartmusic.com
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
 
God Save the Music!
Preparem-se pois em breve estaremos trazendo o melhor da música mundial para vocês, New York à London, de Paris à Berlim, de Reyjavick à Bósnia, station to station to Dusseldorf City, meet Iggy Pop and David Bowie.
Lordbrighton.
  Reforma total no Station to Station.
Mudanças virão, aguardem.


Daniele Araújo
(danielearaujo@hotmail.com)
- a vida é injusta...
mate-se ou supere isso. -

Leonardo José
(leonardojpds@hotmail.com)
- I'm a golden god! -

Sandro Vasconcelos
(lordbrighton@hotmail.com)
- pratico depressão controlada e exclusão social -

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